Juventud, trabajo y salud en la cosecha de yerba mate: riesgos, percepciones y experiencias
Palavras-chave:
Juventude, trabalho, saúde, percepções, experiênciasResumo
A produção de erva-mate é a principal atividade agrícola da província de Misiones, gerando um grande volume de empregos sazonais. A *tarefa* (etapa da colheita) caracteriza-se por uma presença significativa de jovens, marcada por condições de trabalho precárias e pela ausência de registros confiáveis sobre a situação deles (Re, 2017). Este artigo analisa os impactos do trabalho na colheita de erva-mate sobre a saúde de adolescentes e jovens adultos (de 16 a 24 anos). O estudo baseia-se em uma avaliação rápida realizada em 2019 — em parceria entre a Universidade Nacional de Misiones (UNaM), a Universidade de Buenos Aires (UBA) e o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), com apoio financeiro da Organização Internacional do Trabalho (OIT) — que utilizou entrevistas, observação participante e grupos focais em diversas áreas da província. Os resultados revelam que os jovens enfrentam riscos físicos (transporte de cargas de até 60 kg, cortes, insolação, picadas de insetos e quedas), riscos ambientais (exposição prolongada ao sol e à umidade) e riscos relacionados ao transporte (deslocamento inseguro em caminhões). Tais riscos são agravados pela falta de registro formal de emprego (o que os deixa sem cobertura de seguro contra acidentes de trabalho), pelo acesso limitado à saúde e pela incompatibilidade entre o trabalho na colheita e a escolarização. Ao mesmo tempo, os jovens valorizam esse trabalho como um rito de passagem e uma demonstração de vigor físico, o que dificulta o desenvolvimento de medidas preventivas (Re, 2015). O estudo conclui destacando a necessidade de políticas abrangentes que incorporem a prevenção em saúde, a proteção social e estratégias educacionais adequadas às trajetórias de vida dos jovens rurais.